Dança Materna no Siaparto 2017

Tradicionalmente, a Dança Materna - através de suas alunas, professoras e apoiadores - participa do Siaparto, o maior congresso profissional da humanização dos nascimentos. Na edição de 2016, tivemos a chance de participar de um incrível encontro com Rosângela Alves da Sampa Sling, sobre a abordagem Colo Com Amor - a abordagem Brasileira para carregar bebês no colo com apoio dos carregadores de pano.

E o ano de 2017 nos reservou ainda mais emoções! Adjunto ao Siaparto, foi lançado também o Siaparental, o congresso para pais e mães e profissionais das áreas de família e puericultura.

Tatiana Tardioli, da Dança Materna foi uma das convidadas para o painel Comer, Dormir, Brincar e Amar: Cuidados básicos e desenvolvimento. Ao lado de Talita Pryngler, Fabiolla Duarte e Patrícia Dias, uma conversa multidisciplinar sobre o potente momento da primeiríssima infância e a importância de um olhar global para o bebê.

Diferente das visões cartesianas sobre as crianças, vimos como todas as conquistas de desenvolvimento do bebê estão interligadas e co-dependem, de modo que almejar por metas, como por exemplo "que durma bem a noite inteira" ou "que coma toda a comida do prato", são grandes possibilidades de frustração! Tatiana, sempre presente no olhar afetivo para a dupla mamãe e bebê, trouxe valiosas contribuições no sentido de olhar o empoderamento da mãe como grande força motriz para o bom desenvolvimento do bebê:

"Diariamente eu pratico um mantra, uma pergunta que me norteia na minha atuação com mães e seus bebês: como eu posso te ajudar a ser a melhor mãe que você pode ser hoje?"

No mesmo Simpósio, a poderosa Priscila Obaci participou da mesa de debates que reuniu mulheres, dentro da ótica feminista, para tratar da (às vezes frágil) condição empoderada após o parto, uma vertente de nosso trabalho. Priscila silenciou o auditório em reflexão, com uma perspectiva contundente e extremamente necessária às redes de apoio para mães, do ponto de vista da maternidade negra.

"Para criar meu filho, um menino negro, que na nossa sociedade terá sua identidade sempre subjugada, me apoio numa visão cósmica do mundo, na Filosofia Ubuntu "eu sou porque nós somos". E também nas pequenas atitudes cotidianas. Todas as noites o Melik beija e abraça a Bebete, uma boneca negra que permite que ele seja carinhoso, cuidador e não cumprir o esteriótipos que se apresentam para ele."

A Dança Materna também teve a chance de organizar um FlashMob no saguão do evento. Mães e bebês dentro e fora da barriga e vários outros participantes puderam se deliciar com boa música, amor e movimento!!

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Dança Materna 2020.