"Dança Materna conquista mamães e bebês da cidade"

Dança Materna conquista mamães e bebês da cidade
A bailarina Farid Rocha mergulha no ballet e comanda projeto pioneiro na área, que é a Dança Materna
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Uma novidade está mexendo com as mamães da cidade. Trata-se da Dança Materna - Amor e Maternidade em Movimento, direcionada às mães, pais e bebês de colo e engatinhantes, proporcionando a eles a vivência especial de dançar em dupla ou em trio (já que o pai é sempre bem-vindo), e possibilitando à mulher o retorno à vida social depois do parto, além de uma prática corporal saudável e que incentiva o mútuo-conhecimento entre mãe/pai e filho, num momento gostoso de troca.

Assim, a novidade vem tirando de suas casas as mães recém-natas para viverem momentos de amor e muita ternura.

A Dança Materna é um projeto pioneiro no Brasil, idealizado há oito anos pela bailarina Tatiana Tardioli quando gestava sua primeira filha Nina. A prática chegou a Macaé no ano passado pelos passos da professora de ballet Farid Rocha, mãe de Victoria, hoje com 11 anos. "Para o bebê traz o conforto do balanço na dança, espaço para que possa brincar e explorar suas possibilidades corporais, acolhimento e relaxamento num ambiente onde a amamentação é incentivada. O contexto é considerado em toda sua complexidade e delicadeza e o momento da dança é o auge nesta teia de sentidos e relações", declara a bailarina.


Encontros de amor

"As aulas são encontros de muito amor, fazemos exercícios de reeducação postural, massagem baseada nas técnicas da Shantala, e claro dançamos com os nossos bebês bem acomodados nos slings, coladinhos ao corpo da mãe, coração com coração. Em um ambiente onde a amamentação é estimulada e as trocas de experiências são uma constante ", esclarece Farid, explicando ainda que ela vislumbrou nesse projeto a oportunidade de unir mulheres que vivem uma fase tão intensa e turbulenta.

A bailarina conta ainda que o ambiente da aula é cercado de arte, beleza, empatia e interação entre mãe e bebê, entre os bebês e também entre as mães, que formam uma grande rede de amizade e apoio em todos os momentos.

Recentemente, a Dança Materna estendeu seu projeto também para as gestantes, buscando oferecer uma atividade que possibilite ao mesmo tempo trabalhar o corpo e a alma, proporcionando uma conexão íntima com o bebê e auxiliando no preparo físico e emocional da mulher para o esperado momento do parto, além de integrá-las em uma rede de amizade e apoio antes mesmo do parto. A Dança Materna para Gestantes chega nas versões sala de dança e água, e já vem conquistando os corações maternos.

Essa verdadeira irmandade feminina foi batizada como "As Materneiras". Farid ressalta: "As materneiras remetem aos costumes das antigas civilizações, onde mulheres se uniam em uma fraternidade real e potente de amor, movimento, cuidado e cura. As materneiras são comadres para toda a vida, e comadre é aquela que cuida e que é cuidada". Mais informações: farid.rocha@dancamaterna.com.br


Satisfação plena das mamães


"Conexão. Para mim é a palavra que melhor define a Dança Materna para gestantes. São momentos inteiramente dedicados ao mais profundo contato com o bebê, quando é possível deixar todas as preocupações e problemas lá fora e focar na beleza de gerar uma vida. As aulas são um verdadeiro bálsamo, especialmente neste período conturbado, com todo o pânico acerca do zika vírus, que certamente tirou muito do sossego e da magia da gestação. Poder me desconectar de tudo isso e simplesmente desfrutar da indescritível sensação de ter a Valentina dançando junto comigo em meu ventre é maravilhoso", declarou Nayara, gestando a Valentina com 30 semanas de vida no ventre.

Já a Elaine, mãe do Lorenzo de 1 ano e 8 meses, disse que a Dança Materna chegou nas suas vidas em um momento muito significativo e os encheu de cores, música, amigos, amor. "Foram momentos de conexão única e profunda não só entre nós dois, senão de muitos corações abertos e entregues ao mesmo fim", contou Elaine.

Para Maira, mãe da Julia de 8 meses, a Dança Materna é o momento de dividir com outras mães o intenso puerpério. "É na aula, cercada sempre de carinho, que recebemos acolhimento e apoio de mulheres que se tornam amigas. Saímos da aula leve, em paz, com mais força e ansiosa para os próximos encontros", afirmou.

"A Dança Materna me trouxe mais segurança e acolhimento nesse período mágico e complexo do puerpério. Nós amamos fazer parte dessa família cheia de amor e sintonia, que é a família da Dança Materna e que nos marcou para sempre", frisou Renata, mãe da Ana Beatriz de 10 meses.


Farid Rocha

Professora Farid Rocha

Engenheira Química, graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Farid Hipolito de Matos Rocha atuou na área por aproximadamente dez anos em empresa offshore. O nascimento prematuro da filha Victoria, em meio a um processo de auditoria, a fez rever o estilo de vida que levava. "Após o término da licença maternidade me desliguei da empresa em que trabalhava e passei a atuar como consultora em período parcial", lembra Farid.

A filha cresce e chega aos dois aninhos, já ensaiando os seus primeiros pliés no ballet. Numa sessão fotográfica onde a menina não queria estar sozinha em frente à câmera, a "Tia Claudia" (Studio Claudia) sugeriu que Farid se vestisse também com roupa de ballet. "E nesse instante mágico renasceu a bailarina que estava adormecida desde a minha adolescência", revela Farid, ressaltando ainda que a partir de então voltou às aulas, viu florescer a paixão pela dança e pelo desenvolvimento infantil. Logo buscou se qualificar como professora, fez vários cursos, entre os quais os CQIDs de Ballet Clássico, Dança Criativa, Dança Educacional, prestou exame internacional pela Royal Academy of Dance.

E desde 2013, a engenheria virou bailarina, trocou o macacão pela meia-calça e collant, as botas pelas sapatilhas, a graxa pelo glitter e principalmente o estresse pela alegria plena de estar entre os seres mais iluminados do mundo.


Autor: Isis Maria Borges Gomes isismaria@odebateon.com.br

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Dança Materna 2020.