Paroles de Danse

25/06/2019

 

"Eu ouço meu corpo por dentro, eu escuto: ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

 

Os nervos que estremecem, essas ínfimas tensões 
Provocadas pelo pensamento em si , pelo desenrolar perpétuo de reações e emoções, face a cada instante da vida.

Eu danço: uma maneira de ser numa dimensão maior. Minhas faculdades são multiplicadas, meus sentidos são aguçados, eu possuo e sou possuída - sou eu e sou outra. O espaço que me cerca vibra e se transforma. Quantas coisas a escutar!

Eu danço só, é meu universo que eu quero tornar palpável aos outros - os outros estão sempre, explicitamente ou não. Eu escuto a pulsação e a distensão do tempo, eu ouço o peso do meu corpo, a resistência do solo e maleabilidade do espaço, eu escuto o sopro, a pontuação do discurso, o fraseado essencial em um diálogo intenso. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Eu danço com outros dançarinos: eu escuto tudo que há, mais a presença deles, as modificações que eles trazem ao universo criado. Eu os escuto, pois não somente há um diálogo entre nós, mas nós fazemos parte de uma mesma entidade e juntos, nós somos e dizemos".

 

Texto de Jacqueline Robson, do livro "Paroles de Danse"- textos recolhidos por Stéphanie Roux, traduzido do francês por Tatiana Tardioli.

Imagem de Guga Ferri
 

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Dança Materna 2017.